Diego Fagundez vs. LA Galaxy
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Concluída a paragem do campeonato, regressos animam o Revolution

Concluída a paragem de duas semanas no campeonato da MLS, devido à realização da Copa de Ouro que ainda decorre nos Estados Unidos, o New England Revolution (5-9-5, 20 pontos, décimo lugar), regressa a casa para receber o Los Angeles Galaxy (6-8-4, 22 pontos, oitavo) em jogo a disputar no sábado, no Gillette Stadium.

Conforme é habitual, o encontro terá início pelas 19:30. Uma vez mais, a transmissão televisiva pertence à CSN New England, com relato de Brad Feldman, comentário de Paul Mariner e entrevistas por Naoko Funayama. Na rádio, o relato em inglês é feito pela 98.5 The Sports Hub, enquanto a transmissão em Português pertence à 1570 WMVX Nossa Rádio.

Os regressos

Durante a interrupção do campeonato, o Revolution disputou os quartos-de-final da Taça, a U.S. Open Cup, e foi derrotado pelo New York Red Bulls, por 1-0, num jogo que ficou marcado por dois aspetos, as ausências no plantel e a forma como a derrota surgiu.

Assim, aos 75 minutos o árbitro Jorge Gonzalez mostrou o cartão vermelho direto ao central Benjamin Angoua numa altura em que o resultado ainda estava em branco. Nem mesmo as imagens da televisão mostraram claramente o motivo para a controversa decisão do juiz da partida, pelo que no final do encontro o desagrado do banco dos Revs foi bem evidente.

“O árbitro disse que foi 100 por cento, por isso foi 1.000 – 100 por cento – um cartão vermelho,” disse o técnico Jay Heaps após o final da partida. “Ainda não vi (a repetição da jogada), espero que ele esteja 100.000 por cento certo conforme disse.”

Bradley Wright-Phillips obteve o golo decisivo a três minutos do final da partida.

O outro aspeto a ter em conta foram as ausências. O médio Kelyn Rowe e o avançado Juan Agudelo na altura estavam com a seleção dos EUA na Copa de Ouro e o médio Xavier Kouassi ainda não estava totalmente recuperado da lesão na perna que sofrera, a 31 de Maio, no jogo frente ao New York City FC.

Para o encontro de sábado, contra o LA Galaxy, Rowe e Kouassi já estarão disponíveis, pois Rowe foi dispensado pelo selecionador Bruce Arena e Kouassi já treinou sem limitações durante a semana. Para o resto do plantel, trata-se de uma boa notícia.

“É bom, é bom tê-los de volta, tivemos falta de jogadores no banco nos últimos jogos por isso é muito bom eles estarem de volta para nos poderem dar mais energia, mais força dentro do campo,” disse o defesa central Antonio Delamea. “Vamos usá-los e com eles estaremos melhor, pelo que aguardamos este jogo com ansiedade.”

“É importante, são dois titulares de quem sentimos falta, eles vão-nos dar um grande impulso este fim-de-semana e espero que possamos conseguir a vitória,” acrescentou o médio Lee Nguyen.

Por sua vez o guardião Cody Cropper considera que Xavier Kouassi traz mais segurança à defesa.

“Ele joga de forma simples, faz extremamente bem as coisas simples, isso não quer dizer que o Gersh (Gershon Kiffie) não o faça, o Gersh faz coisas diferentes melhor do que o Kouassi e o Kouassi faz coisas melhores do que o Gersh”, explicou Cropper. “Mas penso que quando o Kouassi entra em jogo, ele está sempre bem colocado, é o dono do lugar de médio defensivo e protege realmente os dois defesas centrais.”

As primeiras internacionalizações de Kelyn Rowe

O regresso de Kelyn Rowe é uma situação agridoce. O jovem médio do Revolution deu excelente conta de si nesta sua primeira presença na seleção dos Estados Unidos, mas acabou por ser dispensado depois de concluída a fase de grupos.

“Não vou mentir, foi um choque, foi um choque dececionante,” confessou Rowe em entrevista concedida ao site do Revolution. “Quando eu me sentei com o (selecionador) Bruce (Arena), ele explicou que eu tenho muito a aprender a nível internacional e eu concordo com ele. Há muitas coisas.”

“Obviamente estamos entusiasmados por ele (Rowe) estar de regresso, mas estamos desiludidos por ele porque sei que foi uma decisão difícil por parte da seleção de permitir o seu regresso,” acrescentou Jay Heaps.

De qualquer forma, a presença de Rowe na seleção norte-americana foi muito positiva e decerto justificou novas presenças no futuro.

“Tem sido um turbilhão, chegar e tentar impressionar,” explicou Rowe. “O meu objetivo era entrar no maior número de jogos possível. Tive a sorte suficiente de participar em quatro jogos e ser titular em alguns jogos, tive a sorte de jogar de início em três.

“Em cada jogo queria progredir e penso que o fiz. Foi bom enquanto durou, a minha primeira internacionalização contra o Gana, fiquei um pouco dececionado porque o Gersh (Gershon Koffie) não entrou, teria sido engraçado jogar contra ele. E depois obtive a minha primeira assistência no jogo contra o Panamá e no jogo seguinte fui titular e marquei o meu primeiro golo, por isso tem sido um turbilhão.”

O fato de ter sido dispensado não o vai afetar negativamente, antes pelo contrário. Na conversa com o selecionador Bruce Arena ficou bem claro que um possível regresso à seleção dependerá da qualidade das exibições que Rowe realizar pelo Revolution.

Rowe revelou que o selecionador indicou que esta “não será a minha última vez com a seleção nacional. Não sabemos quando será a próxima, mas isso também depende de mim, da forma como regressar ao meu clube para ser um fator positivo e seguir em frente.

“Se eu tiver atitude negativa, então não regresso. Por isso, ele como que colocou um teste em cima de mim e eu gosto dessa ideia, ele vai-me fazer trabalhar por isso.”

É preciso ultrapassar a má fase

Depois dos jogos disputados a meio da semana, o Revolution viu a sua situação ficar ainda mais complicada pois a vitória do Red Bulls sobre San José, 5-1, deixou a equipa a nove pontos da chamada ‘linha de água’, do sexto lugar, o último que dá acesso aos play-offs e que agora passa a ser ocupado por Orlando City. A queda na tabela classificativa deve-se ao mau registo nas últimas semanas, porque a equipa só conseguiu uma vitória para o campeonato nos sete jogos que disputou desde 21 de Maio.

Portanto é imperativo que a saída desta má fase atual comece já sábado. Jogadores e equipa técnica reconhecem que cabe a todos, coletivamente, encontrar uma solução.

“Não é apenas um jogador, tem que ser um esforço coletivo,” concordou Jay Heaps. “Foi exatamente o que temos dito, os jogadores têm que assumir a responsabilidade, responsabilizar o grupo e deixar de apontar o dedo e usar o grupo para conseguir os resultados, porque um jogador só por si não vai conseguir mudar o resultado, vão ter que ser todos.”

O veterano médio Lee Nguyen considera que ainda não chegou o momento de entrar em pânico, pois “sabemos exatamente o que é preciso fazer, já passámos anteriormente por esta situação, não é preciso fazer nada de especial, apenas manter a equipa unida e termos mais força de vontade. Temos que mostrar mais vontade do que os adversários e ser persistentes. É isso que vai ser necessário.”

E o central Antonio Delamea, depois de reconhecer que “estamos a atravessar uma fase difícil”, indicou que todo o grupo de trabalho “tem tentado manter-se positivo e sabemos que poderemos sair disto se estivermos unidos, temos treinado arduamente e a única coisa que podemos prometer aos fãs é que vamos dar tudo no campo e espero que os resultados comecem a aparecer.”

“Penso que simplesmente precisamos de estar unidos, trabalharmos juntos, mantermo-nos fortes e continuarmos a lutar uns pelos outros, fazer a cobertura uns aos outros dentro do campo,” concluiu o guardião Cody Cropper. “Penso que ao fim do dia, se fizermos isso, os resultados vão voltar para nós e vamos novamente encontrar o caminho certo.

Equipas de contrastes

Os resultados registados até ao momento mostram claramente tendências diametralmente opostas. Assim, o LA Galaxy, que tornou a perder em casa na quarta-feira à noite (1-0 frente a Vancouver), tem sido um desastre no seu terreno pois obteve apenas uma vitória nos 10 jogos que lá disputou. Mas, fora de casa tem sido a melhor equipa da MLS, com 16 pontos conquistados nas nove saídas.

Portanto, a grande questão para o Revolution será encontrar a melhor forma de neutralizar uma equipa que se sente nitidamente melhor a jogar fora de casa.

“Obviamente eles têm uma equipa veterana e são bons fora de casa, tomam boas decisões fora de casa no que se refere à melhor forma de ganhar os jogos e elaborar um bom plano de jogo,” disse Jay Heaps. “Estamos a lutar pelas nossas vidas, temos dois jogos em casa e cada um mais será mais importante do que o anterior porque temos que pontuar em casa. Mas, isto tem mais a ver connosco, vamos estar conscientes do que eles fazem, mas vamos estar preparados para lutar pelos pontos.”

“Sim, eles têm tido bom rendimento fora de casa, mas nós temos feito bons resultados em casa, por isso vamos dar o nosso melhor, vamos ter que jogar ao nosso melhor nível para podermos ganhar-lhes,” acrescentou Antonio Delamea. “Conforme disse anteriormente eu acredito na nossa equipa e espero não desiludir os nossos adeptos, que têm sido fantásticos esta temporada.”

O jogo será também o reencontro com Jermaine Jones, o internacional norte-americano que representou o Revolution em 2014 e 2015.

Jermaine Jones esteve afastado durante várias semanas devido a uma lesão no joelho, mas regressou no passado fim-de-semana ao jogar durante 30 minutos no encontro amigável frente ao Manchester United.

“É bom regressar depois de 10 semanas, mas ainda não estou a 100 por cento. Por vezes ainda sinto qualquer coisa. Os médicos e toda gente diz que agora chegou a altura de superar essa dor,” disse Jones no diálogo com os jornalistas no fim do jogo. “Os ligamentos têm que se acostumar aos remates e esse tipo de coisas. Foi um bom jogo-treino para os jogadores que estavam lesionados”.

Na quarta-feira à noite, Jones jogou 21 minutos, pois rendeu Emmanuel Boateng aos 69 minutos, na derrota frente a Vancouver.

Nesse mesmo encontro, o jovem médio Português João Pedro, que tem sido titular indiscutível, viu o sexto amarelo pelo que vai ter que cumprir um jogo de castigo, precisamente no sábado contra o Revolution. Resta saber se Jones jogará de início, pois o joelho ainda não está totalmente recuperado e o Gillette Stadium tem tapete artificial.

Jay Heaps conhece muito bem o seu antigo jogador e sabe que a sua participação no jogo será uma mais-valia para a equipa visitante.

“Qualquer pessoa nesta liga que conheça o Jermaine, e nós provavelmente conhecemo-lo melhor do que ninguém, sabe que ele torna a equipa muito melhor, torna qualquer equipa muito melhor,” disse Heaps.

Seja como for, o Revolution que aproveitar-se do fator casa, pois conseguiu 17 dos seus 20 pontos no Gillette Stadium.

“É sempre agradável jogar aqui, sentimo-nos sempre bem, tivemos um pouco de azar nestes últimos jogos, mas sabemos o que é que somos capazes de fazer, sabemos que os nossos adeptos dão-nos sempre um pouco extra de energia, por isso espero que desta feita não os vamos desiludir,” indicou Antonio Delamea.

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