Diego Fagundez vs. San Jose Earthquakes
Photo by Tim Bouwer

Só faltaram os golos num jogo muito disputado frente ao San Jose Earthquakes

O empate a zero golos frente ao San Jose Earthquakes no jogo disputado quarta-feira à noite, no Gillette Stadium, deixou o New England Revolution algo frustrado porque a equipa entrara em campo decidida a igualar a melhor marca da sua história, sete vitórias consecutivas em casa.

E oportunidades não faltaram, para os dois lados, mas os Revs não estiveram bem no capítulo da finalização e essa falta de inspiração impediu a equipa de registar a terceira vitória em casa neste início de temporada.

Porque o Revolution terá que disputar três jogos no curto espaço de oito dias, o técnico Jay Heaps tornou a mexer no seu onze inicial. Chris Tierney, devido à suspensão de Je-Vaughn Watson, expulso no sábado à noite em Chicago, recuperou a titularidade a defesa esquerdo; Daigo Kobayashi entrou para a linha média porque Xavier Kouassi, depois da lesão ao ligamento no joelho que o obrigou a falhar a última época, ainda não tem capacidade física para fazer três jogos em oito dias. E Benjamin Angoua tornou a jogar ao lado de Antonio Delamea no centro da defesa, em detrimento do jovem Joshua Smith, enquanto Kei Kamara ficou no banco para Diego Fagundez regressar ao onze inicial.

Em termos táticos, Lee Nugyen e Juan Agudelo foram os dois avançados, e o losango do meio-campo teve Kelyn Rowe a apoiar os dois avançados, com Fagundez e Kobayashi nas alas, e Scott Caldwell mais recuado no terreno.

Sequência diabólica

O jogo estava a arrastar-se quando de repente as oportunidades de golo surgiram em catadupa. A primeira ocorreu aos 22 minutos, quando Danny Hoesen desceu pelo flanco esquerdo e cruzou rasteiro, mas Chris Wondolowski falhou a emenda junto ao segundo poste. Na sequência a bola veio novamente para Hoesen, que chutou contra o poste.

O Revolution respondeu de imediato. Fagundez colocou em Rowe, que cruzou rasteiro para o coração da área, onde surgiu Agudelo a desviar de primeira, mas também contra o poste.

Dois minutos depois, nova descida rápida dos Revs, com Fagundez a desmarcar Nguyen, que cruzou para o segundo poste, mas Agudelo chegou ligeiramente atrasado para fazer o desvio.

No minuto seguinte, Agudelo lançou para Nguyen, que apanhou Fagundez na passada, já bem dentro da área, mas David Bingham saiu rapidamente de entre os postes e desviou o remate para canto.

E o Revoluton tornou a estar perto do golo aos 28 minutos. Lee Nugyen cobrou um livre no lado direito do seu ataque e cruzou largo, surgindo o central Antonio Delamea a cabecear ao ângulo, mas Shaun Francis elevou-se bem e desviou sobre o risco, impedindo o golo.

A partir daí, o jogo continuou a ser muito disputado, mas sem oportunidades. A única exceção ocorreu aos 41 minutos, quando o cruzamento largo de Francis encontrou Chris Wondolowski solto na esquerda, mas o remate, de primeira, saiu demasiado alto.

San Jose regressou melhor do intervalo

Curiosamente, a turma visitante regressou do descanso com mais dinâmica e poderia ter chegado primeiro ao golo não fosse a inspiração do guardião Cody Cropper.

Logo no primeiro minuto, Cordell Cato conseguiu ultrapassar um defesa da casa e rematou forte, mas Cropper quase por instinto conseguiu desviar, com os pés, quando já estava em queda.

E o perigo tornou a rondar a baliza do Revolution aos 50 minutos, desta feita num passe atrasado que foi mal medido. Mas, Cropper leu bem a jogada, saiu decididamente da sua área, conseguindo chegar primeiro à bola, e desviou antes que Danny Hoesen pudesse fazer estragos.

A determinação de Cropper neste lance agradou ao técnico Jay Heaps.

“[A defesa] de que eu gostei mais foi quando ele saiu da baliza e fez o alívio no passe atrasado que saiu mal,” disse Heaps. “Ele [Cropper] estava atento, saiu rapidamente e fez um excelente trabalho”.

Cropper tornou a brilhar aos 66 minutos. Desta feita foi um mau passe na intermediária dos Revs que quase resultou em golo. Cordell Cato intercetou o passe e lançou para Fatai Alashe, que atirou de primeira, mas Cody Cropper, por instinto, esticou o pé e conseguiu desviar pela linha final. O golo esteve à vista.

“Naquele momento, tu tentas usar o poste e esperas que a bola acerte em ti,” disse Cropper no meio de um sorriso quando descreveu a defesa aparatosa. “Felizmente eu fiz a mancha para tentar ocupar mais espaço e a bola passou ao lado. Muito honestamente, eu não sabia bem o que fazer, só esperava que a bola batesse em mim, e conseguimos escapar daquela.”

“Foi enorme…se ele não chega aquela bola, é golo,” acrescentou o lateral Andrew Farrell. “Ficamos moralizados quando ele consegue fazer aquelas defesas, pois permite-nos continuar a discutir o resultado e ir à procura da vitória”.

O Revolution respondeu e também poderia ter chegado ao golo. Aos 74 minutos, numa das melhores jogadas da noite, Nguyen serviu Fagundez, que fez a tabelinha com Agudelo e surgiu solto na área, mas o guardião David Bingham lançou-se bem e desviou o remate para canto.

“O primeiro toque não me saiu bem e só pensei em rematar,” explicou Fagundez. “Na dobradinha com o Juan [Agudelo], ele fez um passe perfeito e eu deveria ter rematado de primeira, mas pensei que poderia dar mais um toque e, quando dei, o guarda-redes fez uma boa defesa. Foi uma daquelas jogadas que trabalhamos durante os treinos, mas por vezes o guarda-redes leva a melhor.”

E o perigo tornou a rondar a baliza visitante aos 81 minutos. Foi mais uma descida de Nguyen, que entregou a Diego Fagundez e este fez um excelente passe a desmarcar Kei Kamara, mas o remate do avançado do Revolution foi para as nuvens.

O Revolution apanhou um último susto aos 88 minutos. Jahmir Ayka desceu pela esquerda e cruzou rasteiro, surgindo Darwin Cerén no lado contrário a rematar de primeira, mas Cody Cropper salvou o dia, ao desviar o tiro para a sua frente. Felizmente não surgiu ninguém para a recarga.

Desiludidos com o empate

No balneário, após o final da partida, foi notória a desilusão entre os jogadores do Revolution por não terem conseguido somar nova vitória em casa.

“É dececionante não levar os três pontos; tivemos muitas oportunidades na primeira parte,” admitiu Cropper. “Mas penso que defendemos bem durante os 90 minutos e na realidade reduzimos as oportunidades deles.

“Eles tiveram uma ou duas oportunidades, e no final do dia, o meu trabalho é fazer essas defesas e ajudar a equipa a mudar a dinâmica do jogo. Penso que isso ajudou-nos muito nesse aspeto... mas foi desapontante ter conseguido só um ponto quando fomos tão dominadores na primeira parte.”

“Penso que a primeira parte foi realmente boa, estivemos muito bem na primeira parte em termos da forma como conseguimos penetrar,” acrescentou o treinador Jay Heaps, que considerou que o golo talvez tivesse surgido “se temos dado mais um toque na bola, mais um drible. Estou-me a lembrar da jogada do Juan [Agudelo] e de alguns lances de bola parada em que estivemos bem."

Na opinião de Diego Fagundez o que falhou neste jogo foi “o último passe, criámos imensas oportunidades mas não conseguimos completar o passe final para colocar a bola no fundo das redes.”

“Ficámos todos muito frustrados porque estávamos a jogar tão bem, mas quando assim é, temos que continuar a jogar e esperar que algo aconteça, mas hoje isso não deu. Agora temos que seguir em frente e esperar que no sábado a história seja diferente."

“Obviamente queríamos conquistar os três pontos, especialmente porque temos jogado tão bem em casa, mas ele vieram com uma tática que os deixou satisfeitos por terem saído daqui com um empate,” sugeriu Andrew Farrell. “É frustrante.”

“Para mim foi uma desilusão não ter conseguido os três pontos,” concluiu Jay Heaps. “Começámos bem e eu sabia que íamos atacar imenso na primeira parte e pensava que íamos conseguir alguma coisa, por isso estou desiludido por não o termos feito. Se tivéssemos conseguido um ou dois golos na primeira parte, a compleição do jogo teria sido diferente."

O Revolution torna a jogar no sábado, novamente em casa, frente ao D.C. United.

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