Lee Nguyen vs. Chicago Fire
David Silverman

Revolution concentrado nas meias-finais da U.S. Open Cup semifinal

O importante para o New England Revolution é esquecer a derrota (1-4) do passado sábado frente a Toronto, o primeiro desaire naquela cidade Canadiana desde 2010 e que colocou um ponto final numa série de oito jogos sem derrotas frente a adversários da Eastern Conference. Por isso a equipa está totalmente concentrada no jogo de terça-feira frente ao Chicago Fire, referente às meias-finais da U.S. Open, a competição de futebol mais antiga dos Estados Unidos.

“É enorme. É uma meia-final – a oportunidade de chegar a uma final – e a oportunidade de trazer um título para a Nova Inglaterra, algo que não temos há algum tempo,” disse o defesa Darrius Barnes, que regressou à equipa neste encontro depois de quase quatro meses de ausência devido a lesão. “Estamos verdadeiramente concentrados neste jogo. Vamos deixar o outro (frente a Toronto) para trás e seguir em frente.

“Temos um jogo (terça-feira) e é só isso que nos preocupa neste momento. Não estamos preocupados com os jogos que vêm a seguir; estamos apenas preocupados com as meias-finais na terça-feira.”

O jogo de sábado deixou um amargo na boca a toda a equipa. Os primeiros 20 minutos até não correram mal pois Toronto sentiu grandes dificuldades em penetrar no sector defensivo dos Revs. Mas, para azar do Revolution o antigo internacional italiano Sebastian Giovinco de repente reencontrou a sua veia goleadora e acabou por conseguir um hat-trick que decidiu tudo. Aliás, nos últimos quatro jogos Giovinco tem sete golos e três assistências para assumir a liderança na lista dos melhores marcadores e entrar na corrida pela luta de Melhor Jogador da Liga.

O golo inaugural surgiu na sequência de um pontapé de canto, no qual a defesa visitante não conseguiu completar o alívio. A bola sobrou para Bradley, que tentou a recarga, levando esta a tabelar num adversário e ressaltando para a direita, onde surgiu Giovinco a rematar forte e colocado, de primeira, com a parte exterior do pé, um golo de belo efeito. Estavam decorridos 20 minutos.

A bem dizer a partida ficou decidida oito minutos depois. Num lance dividido, Kelyn Rowe pareceu ter sofrido falta, mas o árbitro nada assinalou, pelo que o esférico seguiu até Giovinco, na esquina da área, e este atirou em arco, levando a bola a passar por cima de Bobby Shuttleworth. Mais um golo de belo efeito.

Mas, não obstante a inspiração de Giovinco, Jay Heaps, técnico dos Revs, não ficou nada agradado com a forma como a sua equipa reagiu naqueles dois lances.

“Começámos bem, nos primeiros 15-20 minutos; depois o [Sebastian] Giovinco cai – para mim foi na realidade uma falta sobre o Daigo [Kobayashi]. Em vez disso, [Toronto] teve um livre, do qual resulta o pontapé de canto. Não lidámos bem com o alívio e foi aí que o jogo mudou. Os golos decidem os jogos e nós não reagimos bem depois disso.”

Agora há que virar as atenções para o jogo da taça.

“É preciso ter memória curta” – Jay Heaps

“É preciso reagir e ter memória curta, mas ao mesmo tempo tentar adaptar e aprender coisas em todos os jogos,” sugeriu Jay Heaps, que considera que a sua equipa não poderá esquecer os erros cometidos frente a Toronto mas terá de entrar em campo na terça-feira totalmente concentrada em seguir em frente nesta prova.

Porque a sua equipa teria apenas três dias de descanso antes do jogo da taça, Heaps fez algumas alreações frente a Toronto, deixando no banco Teal Bunbury, Scott Caldwell, Andrew Farrell e Je-Vaughn Watson. Por isso, frente a Chicago terá uma equipa bem preparada para o desafio que vai enfrentar.

Na eliminatória anterior, Chicago passou com relativa facilidade porque apanhou pela frente os Ft. Lauderdale Strikers, o que contrastou com o Revolution, obrigado a recorrer ao desempate por grandes penalidades para eliminar o Philadelphia Union.

Nesse encontro Je-Vaughn Watson foi o protagonista ao marcar o único golo durante o tempo regulamentar e depois converter a grande penalidade decisiva que permitiu que os Revs seguissem em frente.

Curiosamente a última vitória registada pelo Revolution na época em curso ocorreu a 23 de Julho, frente a este mesmo Chicago Fire, um jogo referente ao campeonato da MLS e no qual Je-Vaughn Watson tornou a estar em destaque ao obter o único golo da partida.

O factor casa poderá ser decisivo neste encontro já que o Fire não ganha fora do seu terreno desde Julho de 2014. No sábado passado, Chicago perdeu frente ao Real Salt Lake, por 3-1, jogo que o seu treinador também quer esquecer eliminando o Revolution.

Frente a frente estão portanto duas equipas que há já algum tempo não conseguem mostrar troféus aos seus adeptos, pois Chicago venceu esta prova em 2006 e o Revolution no ano seguinte. Como tal, na terça-feira, em Foxboro, com início pelas 20:00, alguém ficará pelo caminho, mas o vencedor ficará mais perto de um título que persegue há anos.

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