Jose Goncalves vs. Seattle Sounders FC
Keith Nordstrom

Femi-Hollinzer Janzen faz a diferença na vitória, 2-1, sobre Seattle

Escassos três minutos depois de ter entrado em campo, o jovem Femi-Hollinger Janzen deu a vitória ao New England Revolution, por 2-1 sobre os visitantes Seattle Sounders, ao obter o seu segundo golo da temporada. A sua entrega e velocidade têm cativado os adeptos dos Revs de tal forma que os 21.456 que estiveram no Gillette Stadium no sábado à noite começaram a entoar o seu nome, com gritos de ‘Femi, Femi’ quando entrou, e decerto serviram de inspiração no lance que decidiu a partida.

“Senti uma grande alegria quando vi que a bola entrou,” confessou Hollinger-Janzen após o final do jogo, “por acaso nem vi a bola entrar, mas vi a rapaziada a celebrar e foi assim que fiquei a saber que a bola tinha entrado. Estou muito feliz por ter obtido o golo da vitória e agora tenho de continuar.”

“Estou bastante entusiasmado porque ele conseguiu entrar e fazer aquilo que nós temos visto todos os dias,” acrescentou o técnico Jay Heaps. “Ele traz tanta energia, é um finalizador quando as oportunidades aparecem.”

Defesa torna a sofrer alterações

Mas antes do golo decisivo, obtido aos 80 minutos, esta partida teve muitos outros aspectos interessantes. No regresso do central José Gonçalves, que falhara os dois últimos jogos devido a lesão, o técnico Jay Heaps tornou a mexer na sua defesa, desta feita optando por colocar London Woodberry a central, tendo Andrew Farrell transitado para lateral direito, posição onde se destacou nas duas primeiras temporadas no Revolution.

“Ele (Farrell) foi excelente, fez um trabalho muito bom,” explicou Heaps. “Ele é um excelente lateral direito. Falámos sobre a possibilidade de o colocar no lugar onde ele se sente mais à vontade…ficamos satisfeitos por termos trabalhado nisso durante a semana e é uma possibilidade que nós temos vindo a considerar há já algum tempo. Finalmente chegou a altura de o fazermos.”

“Senti-me bem, obviamente quando ganhamos três pontos sentimo-nos bem,” acrescentou Farrell. “Onde o treinador quiser, eu jogo onde ele me colocar.”

Frente a uma equipa de Seattle que ainda não conseguiu ganhar fora de casa, três derrotas e um empate, o Revolution precisava de entrar bem no jogo. E o primeiro sinal de perigo pertenceu aos donos da casa, logo aos seis minutos. Kei Kamara interceptou um passe no lado direito e entregou a Diego Fagundez, que flectiu para o centro e rematou rasteiro e colocado, mas Stefan Frei esticou-se bem e com a ponta dos dedos desviou a bola pela linha final.

Infelizmente Seattle respondeu de imediato e adiantou-se no marcador no minuto seguinte. O guardião Bobby Shuttleworth ainda conseguiu desviar um cruzamento tenso de Joevin Jones, mas a bola sobrou para Aaron Kovar, que evitou Chris Tierney e rematou rasteiro, levando o esférico a entrar junto ao poste esquerdo de Shuttleworth.

A partir daí, o Revolution começou a impor a sua vontade, mas sempre com grandes dificuldades em penetrar na bem organizada defesa de Seattle.

Até que aos 22 minutos, a equipa da casa beneficiou de um lance fortuito quando o árbitro Fotis Bazakos decidiu que um alívio que foi embater no corpo de Erik Friberg fora desviado pelo braço deste. Lee Nguyen encarregou-se da marcação da grande penalidade e restabeleceu a igualdade.

“Ainda não vi a repetição do lance, disseram-me que foi uma decisão severa,” disse o técnico de Seattle, Sigi Schmid. “Obviamente decisões destas alteram os jogos, por isso têm impacto.”

“Do lugar onde me encontrava, observei que o (Erik) Friberg tinha os braços levantados, distante do corpo. Depois observei o seu braço a fazer contacto com a bola,” explicou o árbitro quando se dirigiu aos jornalistas após o final do jogo.

Até ao intervalo, registaram-se apenas dois lances de maior destaque. Primeiro, durante um período de insistência dos Revs, Scott Caldwell rodopiou para evitar um adversário e colocou em Kelyn Rowe, que rematou na passada, levando a bola a sair a rasar o segundo poste.

E, aos 36 minutos, um bom passe encontrou Kei Kamara dentro da área de Seattle, mas o remate deste, bastante violento, acertou em cheio na cabeça de Brad Evans, que caiu de imediato e não conseguiu recuperar, sendo substituído por Tony Alfaro.

Revolution mais forte na segunda parte

O Revolution entrou a controlar a segunda parte, mas a tendência de forçar cruzamentos à procura da cabeça de Kamara não resultou, pelo que a defesa de Seattle conseguiu evitar sobressaltos.

O primeiro sinal de perigo ocorreu aos 51 minutos. Rowe arrancou pelo flanco direito e entregou a Fagundez. Este colocou em Kamara, que serviu Juan Agudelo, mas o remate encontrou o corpo de um defesa visitante.

O Revolution continuou a pressionar alto, algo que dificultou a saída de Dallas, que assim sentiu imensas dificuldades em aproximar-se da área da turma da casa.

Com a passagem do tempo, o perigo foi-se acentuando junto à baliza de Seattle, primeiro aos 63 minutos quando Lee Nguyen roubou a bola a um adversário perto da área, colocou em Kamara e este cruzou à procura de Fagundez, mas o passe saiu com muita força e perdeu-se pela linha final.

Dois minutos depois, um passe longo foi desviado de cabeça por Kei Kamara na direcção de Teal Bunbury, que substituíra Agudelo uns minutos antes, mas este atirou de primeira, torto e por alto, quando estava em posição para fazer melhor.

O impacto do adeptos do Revolution começou a sentir-se com mais intensidade, e nas bancadas pediu-se um golo. Mas, foram os visitantes que estiveram mais perto de desfazer a igualdade, aos 74 minutos, quando Erik Friberg surgiu livre de marcação à entrada da área, deu dois passos e rematou forte e rasteiro, levando a bola a sair muito perto do segundo poste.

Até que aos 77 minutos Jay Heaps esgotou as substituições, com Femi-Hollinger Janzen a render Kelyn Rowe.

E três minutos depois surgiu o golo. Nguyen entrou na área, tentou encontrar espaço para o remate, mas foi desarmado. No entanto, conseguiu esticar-se e atrasar a bola, que sobrou para Femi-Hollinger Janzen. O jovem avançado escorregou, mas conseguiu manter a bola à sua frente, recuperou o equilíbrio e depois rematou rasteiro e colocado, levando o esférico a passar além dos dedos de Frei, que se lançou ao solo mas foi incapaz de desviar o remate.

Até final houve mais três lances de grande perigo. Primeiro, um cruzamento de Joevin Jones, na cobrança de um livre, na esquerda, encontrou Jordan Morris na área e o cabeceamento deste passou mesmo, mesmo rente ao poste.

Quatro minutos depois, o cruzamento de Jones, junto à linha final, atravessou a área, surgindo Morris a desviar à boca da baliza, mas ao lado. Novamente perto do golo.

Os Revs responderam aos 86 minutos, quando Teal Bunbury desceu pelo seu flanco e atirou em jeito, batendo Frei, mas a bola foi embater na trave e saiu.

“Queríamos ter a certeza que antes da paragem íamos dar tudo por tudo.” – Jay Heaps.

“É importante que continuemos a ser um adversário difícil quando jogarmos em casa,” disse o técnico Jay Heaps após o final da partida. “Queríamos ter a certeza que antes da paragem íamos dar tudo por tudo.”

“Precisávamos disto (vitória),” acrescentou Farrell. “Obviamente as coisas na (classificação da Zona) Leste estão algo embrulhadas…o Femi fez o golo, e nós segurámos até ao fim e isso é uma peça muito importante: estar a ganhar 2-1 e depois segurar (a vantagem) durante uns 10-15 minutos.”

MLS pára 3 semanas

O triunfo foi essencial porque, devido à realização da Copa América do Centenário, que se disputa em 10 estádios espalhados por todo o país, incluindo o Gillette Stadium, o campeonato da MLS vai ser interrompido durante três semanas. O Revolution só torna a jogar a 18 de Junho, em Vancouver, mas depois do interregno vai disputar três encontros consecutivos fora de casa, com saídas à capital Washington D.C. e a Montreal depois de Vancouver, pelo que o regresso a casa só se vai verificar a 6 de Julho, frente a NYCFC.

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