Preseason 2017 - Casa Grande, Arizona - Day 8 - Match - New York Red Bulls - Delamea, Antonio Mlinar 1
New England Revolution - Ron Bower

Revolution continua a construir o plantel para 2017

A menos de três semanas do início da nova temporada, que, para o New England Revolution tem o seu pontapé de saída marcado para 4 de Março, no Dick’s Sporting Goods Park, frente ao Colorado Rapids, o treinador Jay Heaps e a sua equipa técnica ainda têm vagas para o seu plantel.

No domingo, durante a cerimónia de apresentação do novo equipamento alternativo, Jay Heaps revelou que “neste momento temos 30 [jogadores], mas vamos ficar com 26 ou 27. Uns dois jogadores que vão estar no Arizona não vão ficar connosco a temporada inteira, mas nós continuamos a tentar melhorar a equipa.”

Como 2016 não terminou como todos pretendiam, pois o Revolution não conseguiu o apuramento para os play-offs, a equipa técnica de imediato analisou todo o plantel e tomou as primeiras decisões em relação à nova temporada. A primeira fase foi determinar quem deveria regressar e quais as posições que necessitavam de ser melhoradas.

Opções exercidas sobre 12 jogadores

Em comunicado, a 28 de novembro, foi revelado que o clube tinha exercido as opções sobre os contractos de 12 jogadores.

No comunicado o Revolution anunciou que renovara contrato com os avançados Juan Agudelo, Teal Bunbury e Femi Hollinger-Janzen; os guardiões Cody Cropper, Matt Turner e Brad Knighton; os defesas Andrew Farrell, Donnie Smith, Chris Tierney, Je-Vaughn Watson e London Woodberry; e o médio Zachary Herivaux.

Estes 12 jogadores juntavam-se assim aos sete que já tinham contracto para a próxima temporada, designadamente os médios Scott Caldwell, Diego Fagundez, Xavier Kouassi, Lee Nguyen e Kelyn Rowe; o avançado Kei Kamara e o guarda-redes Bobby Shuttleworth.

Ficou-se igualmente a saber que quatro elementos do plantel de 2016 -- o central José Gonçalves, antigo internacional português, o defesa Darrius Barnes e os médios Daigo Kobayashi e Gershon Koffie -- tinham contrato apenas até 31 de dezembro pelo que a sua permanência na equipa ficava em dúvida.

E, finalmente, o defesa Jordan McCrary e centro-campista Steve Neumann foram dispensados.

“Estamos confiantes no grupo que vamos reter para 2017,” escreveu Michael Burns, Diretor Técnico do Revolution num e-mail enviado na altura à comunicação social. “No entanto, também reconhecemos que precisamos de reforçar o plantel para podermos regressar onde queremos estar.”

“Nós ficámos aquém dos nossos objetivos em 2016 e não podemos entrar em 2017 numa situação de status quo,” acrescentou Burns. “Temos que tentar melhorar o plantel para 2017 e além.”

Para o poder conseguir, durante algumas semanas Michael Burns, o treinador Jay Heaps e a equipa técnica atravessaram o globo, observando e avaliando jogadores na Europa, América do Sul e Médio Oriente.

Pouco depois realizou-se o chamado ‘Draft’, ou recrutamento, de Expansão da MLS, no qual as novas equipas da liga, Atlanta United FC e Minnesota United FC, tiveram oportunidade de selecionar alguns jogadores de todas as outras equipas para poderem formar o seu primeiro plantel.

O Revolution pode apenas proteger 13 jogadores, correndo assim o risco, conforme viria a confirmar-se, de perder pelo menos um jogador.

“Já disse isto muitas vezes – a expansão é fantástica na perspectiva da liga,” comentou Mike Burns. “Mas no que se refere à retenção e construção das equipas, apresenta desafios significativos com que somos forçados a lidar.”

E assim, a 13 de Dezembro, o jovem avançado Femi Hollinger-Janzen foi selecionado pelo Minnesota United FC, criando mais uma vaga no plantel dos Revs.

“Temos que tomar decisões difíceis no nosso plantel em termos da expansão e proteção, mas desejamos-lhe (Femi Hollinger-Janzen) boa sorte,” disse Michael Burns. “Ele é uma boa pessoa, um bom jogador, e serviu bem a nossa equipa.”

Equipa técnica reforçada

Ainda em Dezembro foi revelado que o clube assinara contrato com o adjunto Carlos Llamosa e o preparador físico Aidan Byrne.

“Estamos sempre a procurar oportunidades para melhorar o nosso clube dentro e fora do campo e consideramos que melhorámos a nossa equipa com as entradas do Carlos e do Aidan,” explicou Michael Burns. “O Carlos e o Aidan trazem uma vasta experiência do futebol e especificamente do nosso campeonato. Estamos muito entusiasmados por eles se poderem juntar ao nosso clube.”

Recorde-se que Carlos Llamosa, de 47 anos, nascido na Colombia, foi uma das principais estrelas das equipas do D.C. United que dominaram os primeiros anos da MLS, conquistando três dos primeiros quatro títulos.

Jogou na liga durante 10 épocas.

Internacional norte-americano, Llamosa também representou o Revolution na parte final da sua carreira, com 38 presenças em 2002 e 2003, altura em que jogou ao lado de Jay Heaps.

A primeira preocupação de Llamosa será trabalhar como uma defesa que em 2016 foi das mais batidas na MLS.

Llamosa juntou-se aos outros dois adjuntos, Tom Soehn e Remi Roy, pois a estrutura reconheceu que o clube necessitava de mais alguém neste setor, especialmente numa fase em que se continuavam a procurar reforços.

“É um grande desafio para nós com a nossa atual equipa técnica durante a temporada poder viajar, porque os jogos chegam tão rapidamente e a temporada é tão longa,” disse Burns. “Ter o que considero ser um treinador adicional vai-nos trazer um pouco mais de liberdade para abordar esse tipo de coisas.”

Três jogadores escolhidos no 2017 MLS SuperDraft

O avançado Brian Wright, da Universidade de Vermont, o médio Napo Matsoso, de Kentucky, e o defesa Joshua Smith, da Universidade de San Francisco foram os jogadores escolhidos durante o ‘2017 MLS SuperDraft’, um sistema de recrutamento de jogadores universitários.

A equipa técnica ficou agradada com os jogadores escolhidos. O primeiro foi Brian Wright.

“Gostamos dele [Wright] porque ele é um rapaz grande e forte, consegue segurar a bola, é suficientemente rápido para ultrapassar os defesas, mas também cria [oportunidades],” disse o treinador Jay Heaps. “Tu queres artilheiros, mas queres também avançados que conseguem envolver os outros jogadores no ataque.”

“Considerámos que Brian era o melhor jogador disponível no número 20, foi esse o motivo principal que nos levou a escolhê-lo,” acrescentou o Director Técnico Michael Burns. “Achamos que há uma grande margem de progressão, por isso estamos entusiasmados. Além disso, ele é basicamente desta zona, pois jogou em Vermont, por isso ele está muito familiarizado com o clima da Nova Inglaterra. Eu penso que ele está entusiasmado, e nós também estamos.”

Jay Heaps ficou agradavelmente surpreendido quando notou que Napo Matsoso ainda estava disponível na segunda ronda.

“Do dia um ao dia três (no Combine), podia-se ver todos os dias que ele era excelente na posse de bola, astuto o suficiente para sair de lugares apertados e versátil o suficiente para ser um seis, oito ou 10 em termos de funções diferentes,” disse acrescentou Heaps.

“Onde ele se vai encaixar connosco, é algo que será determinado. Mas este tipo de versatilidade é difícil de encontrar. Nós estamos entusiasmados por ter alguém que sabemos que pode ser versátil no meio-campo.”

Finalmente os Revs trataram das carências no setor defensivo ao selecionarem Joshua Smith. Natural de Kaiserslautern, na Alemanha, Smith, de 24 anos de idade, foi titular durante quatro anos na Universidade de San Francisco.

“Esta é apenas uma peça do puzzle,” confirmou Michael Burns ao referir-se ao SuperDraft. “Ainda há uma quantidade significativa de trabalho para fazer. Espero que existam várias contratações, num futuro próximo – idealmente antes do início da temporada.

“Mas como eu disse, esta é apenas uma parte. Estamos ainda ativamente a procurar opções para outras posições no campo.”

“Sabemos que temos que melhorar o plantel, porque em 2016 não foi suficientemente bom,” reconheceu Burns. “Não conseguimos chegar onde queríamos, e por isso será necessário fazer algumas alterações. Estamos presentemente no meio de processar tudo isso.”

Contratados dois centrais internacionais

Antes da partida para o primeiro estágio de pré-temporada, o New England Revolution finalmente reforçou o centro da defesa, sem dúvida o setor mais carecido.

O primeiro reforço foi Antonio Mlinar Delamea, internacional pela Eslovénia.

“Estamos muito satisfeitos por reforçarmos a nossa defesa com um central experiente como o Toni,” disse Michael Burns. “Nós estamos entusiasmados por tê-lo aqui para o início do estágio de pré-temporada e estamos ansiosos para que ele possa fazer uma pré-temporada cheia de ação em campo com os seus novos companheiros.”

No comunicado, o Revolution salientou que Delamea é “o primeiro jogador na MLS vindo da Eslovénia, onde tinha passado toda a sua carreira, no seu país, com 134 presenças em todas as competições pelo Olimpija Ljubljana  e o NK Interblock Ljubljana. Ajudou o Olimpija a conquistar o seu primeiro título de campeão esloveno da primeira divisão em 2015-16 e teve 20 presenças como capitão para ajudar o clube a chegar à liderança da tabela classificativa esta temporada.”

Para Jay Heaps foi uma contratação “entusiasmante. Penso que obviamente uma grande parte do que estávamos a tentar fazer era reforçar a defesa. O Toni tem alguma experiência. Com 25 anos de idade, ele tem muita experiência, experiência internacional, bem como alguns jogos com a Eslovénia.

“Nós estamos entusiasmados por o trazer até cá. Sentimos que ele está na idade certa para nos ajudar. Não é muito frequentemente que tu podes obter um jogador do seu clube da maneira que nós fizemos com esta transferência, e conseguimos que ele estivesse aqui com o nosso grupo para o início da pré-temporada.”

“Ele foi o capitão do seu clube, eu acho que isso é importante. Ele traz uma capacidade de liderança com ele, uma boa presença. Mas ao fim do dia, penso que o que importa é como é que ele vai encaixar no nosso grupo, e nós sentimos que acrescentar pessoas de qualidade vai-nos tornar melhores dentro do campo.”

Delamea foi breve nas suas primeiras declarações.

“Em primeiro lugar, foi um prazer conhecer os meus novos companheiros de equipa. … Estou ansioso pelo primeiro jogo, mas agora temos uma longa pré-temporada para fazer e começamos hoje,” disse Delamea. 

“Mostraram-me tudo sobre o clube e eu fiquei lisonjeado. Eu já tinha decidido muito antes de vir para aqui que eu queria vir para cá, e agora estou muito feliz e muito emocionado por estar aqui. Como eu disse, mal posso esperar para o campeonato começar.”

Pouco dias depois seguiu-se a declaração de que os Revs haviam assinado, por empréstimo do EA Guingamp, o defesa Benjamin Angoua, internacional da Costa do Marfim.

“Devido à experiência do Benjamin, poder trazê-lo para o Revolution foi um passo importante para o nosso clube neste defeso,” disse Michael Burns, director técnico do clube em artigo publicado no site dos Revs. “Começámos esta pré-temporada com o objetivo de trazer jogadores veteranos que estejam preparados para contribuir imediatamente, por isso estamos muito satisfeitos por termos o Benjamin connosco à saída para o estágio de pré-temporada no Arizona.”

Portanto, o principal trabalho já está concluído. Faltam alguns retoques finais, que serão dados durante o último estágio de preparação, presentemente a decorrer em Tucson. Uma vez mais, o Revolution está a participar na Desert Diamond Cup, torneio que conta com várias outras equipas da MLS e constitui um ponto final na preparação para a nova temporada.

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