Kei Kamara vs. Montreal Impact | Oct 23

Revs recebe Montreal a pensar nos play-offs

Animado pela goleada da semana passada, que permitiu à equipa subir dois lugares na tabela classificativa, o New England Revolution (9-12-5, 32 pontos, oitavo lugar) recebe o Montreal Impact (10-10-6, 36 pontos, sétimo lugar) este sábado, sabendo que a vitória deixará a equipa a apenas um ponto da formação canadiana.

O pontapé de saída terá lugar às 19:30.

A CSN New England vai fazer a transmissão televisiva, com relato por Brad Feldman, comentários de Paul Mariner e entrevistas conduzidas por Naoko Funayama. Na rádio, a transmissão do relato, em inglês, cabe à 98.5 The Sports Hub, e em Português, à 1570 WMVX Nossa Rádio.

A antevisão do jogo será feita por Gabriella DiGiovanni e Jeff Lemieux através da página oficial do Revolution no Facebook, com início cerca de 30 minutos antes do pontapé de saída.

Como só faltam oito jogos para o final do campeonato, o Revolution sabe bem que entrámos numa fase em que só mesmo a vitória interessa. É uma situação semelhante à da semana passada, pois o Revolution entrara em campo com menos dois pontos do que Orlando City, mas a goleada, 4-0, permitiu a ultrapassagem da formação da Florida, e também de Philadelphia, que não foi além do empate, 2-2, frente a Atlanta.

O resultado, e principalmente a categórica exibição frente a Orlando, trouxeram nova vida ao balneário do Revolution, algo que esteve bem evidente em todos os treinos desta semana.

Teal Bunbury, autor do último golo, considerou que a vitória “é uma tremenda injeção de confiança para nós.”

Ao mesmo tempo, Bunbury reconhece que “estes jogos são tremendamente importantes, abordamo-los como se fossem jogos dos play-offs. Estamos a defrontar só equipas da Conferência Este, por isso estão seis pontos em jogo e como tal podemos roubar pontos a equipas que neste momento estão à nossa frente na classificação.”

“Esperemos que [a vitória] nos traga dinâmica para a ponta final da temporada,” acrescentou o lateral esquerdo Chris Tierney, que foi promovido a capitão de equipa naquele jogo. “Temos jogos muito importantes aí à porta, contra equipas da Conferência, que vão decidir a nossa temporada, por isso se abordarmos o jogo da mesma forma que fizemos esta semana passada, esperamos ter o mesmo sucesso daqui para a frente.”

O treinador Jay Heaps, embora naturalmente agradado com a resposta que a equipa deu frente a Orlando, tentou evitar excessos de confiança.

Para Heaps o importante “é mantermos esta concentração. Estivemos focados durante os 90 minutos, uma boa semana de trabalho antes disso. Conforme mencionei na conferência de imprensa depois do jogo, penso que tivemos uma boa semana de treinos. Mas, não foi apenas os treinos, foi a forma como eles [os jogadores] estavam focados, se mantiveram concentrados. Penso que é isso que precisamos, ter mais uma semana assim para nos prepararmos para uma boa equipa de Montreal.”

Jay Heaps vai ter mais opções

Em relação ao jogo de sábado passado, o técnico Jay Heaps vai poder contar com vários jogadores que estiveram ausentes. A começar há os dois internacionais, Je-Vaughn Watson e Antonio Delamea.

Watson integrou a seleção da Jamaica que no sábado perdeu, 2-0, em Toronto, frente ao Canadá.

Delamea esteve com a seleção da Eslovénia, que no sábado foi derrotada pela Eslováquia, 1-0, e depois na segunda-feira goleou a Lituânia, por 4-0.

Os dois já estão de regresso, pelo que a sua utilização será decisão a tomar pelo técnico. Watson nem sempre joga, mas Delamea tem sido titular indiscutível.

O médio Diego Fagundez falhou o jogo frente a Orlando por lesão, mas parece estar recuperado pois regressou aos treinos na terça-feira.

“Eu não penso que ele poderia ter jogado [contra Orlando]”, disse Jay Heaps depois do treino de terça-feira. “Isso poderia colocá-lo em risco para o agravamento da lesão.”

“Pensamos que ele vai ser opção [para esta semana], mas temos que ser cuidadosos com ele.”

Por outro lado, o internacional Húngaro Krisztián Németh fez finalmente a sua estreia pelo Revolution nos minutos finais frente a Orlando, tempo suficiente para mostrar serviço pois foi dos seus pés que saiu o passe para o último golo.

“Fiquei feliz com a minha assistência, mas o mais importante, claro, foi a equipa; a forma como jogámos, marcámos golos e criámos oportunidades,” disse Németh no final do treino de terça-feira. “Senti-me feliz pela equipa pois agora temos alguma confiança para os próximos jogos, e podemos lutar por uma posição nos play-offs.”

O grupo de trabalho sentiu-se igualmente feliz por sentir que este reforço de última hora pode vir a ser pedra importante neste final de temporada e na luta pelo acesso aos play-offs.

Németh ingressou na equipa no último dia da janela de inscrições, vindo do Al-Gharafa SC, na primeira liga do Qatar, onde registara 12 golos em 25 jogos na temporada de estreia. Mas, o avançado estava parado há algum tempo e pouco depois de chegar a Foxboro contraiu uma ligeira lesão que atrasou ainda mais a sua integração no Revolution.

“Ele já tem o ritmo de jogo, agora é uma questão de conseguir a forma física, porque ele tem bastante habilidade, vimos que tem um excelente domínio de bola,” disse Heaps.

Heaps ficou impressionado com a jogada do último golo.

“Ele [Németh] levantou a cabeça e fez um passe perfeito para um jogador que se estava a desmarcar,” disse Heaps. “É isso que é preciso quando se está no terço final e ele conseguiu.”

“Foi uma estreia positiva, especialmente porque a equipa ganhou o jogo,” acrescentou Németh. “Claro que quero jogar mais minutos e estar em campo, mas tenho que trabalhar arduamente para isso, porque é difícil chegar a meio da temporada e não estar 100% apto.

“Mas eu trabalho imenso durante a semana e espero que nos próximos jogos possa ter mais minutos para poder mostrar as minhas qualidades.”

Vitória deixa Montreal mais perto

A quatro pontos da formação Canadiana, o Revolution sabe que a vitória deixa a equipa a apenas um ponto de Montreal, que presentemente está empatado no sexto lugar, último que dá acesso aos play-offs, com o Atlanta United FC, curiosamente o adversário do Revolution no jogo seguinte.

“É uma matemática simples, estamos na fase da temporada em que precisamos dos três pontos,” disse o lateral esquerdo Chris Tierney. “Não podemos permitir que eles levem qualquer ponto, por isso é uma equação fácil, precisamos duma vitória e menos do que isso não será suficientemente bom.”

“É importante [ganhar] porque se ganharmos preserva as nossas esperanças em chegar aos play-offs, senão torna tudo muito mais difícil, por isso temos mesmo é de ganhar,” acrescentou Lee Nguyen.

“Montreal tem uma excelente equipa, tem excelentes jogadores, e o [Ignacio] Piatti [15 golos] neste momento é um dos melhores jogadores da liga, trata-se de alguém que temos que ter debaixo de vista,” concluiu Teal Bunbury. “Mas, neste momento estamos em alta e temos que manter isso, especialmente a jogar em casa, perante os nossos fãs. Vai ser uma grande noite e temos que conseguir os três pontos.”

Defesa segura em casa, ataque em forma

Para conseguir esses três pontos, o Revolution vai depender de uma defesa que não sofreu nenhum golo nos últimos três jogos disputados no Gillette Stadium, e de um ataque que tem vários jogadores em grande forma.

“Primeiro do que tudo, penso que o Claude [Dielna] chegou e tem jogado muito bem,” indicou Chris Tierney. “Isso tem sido um fator importante, sem dúvida, ele tem sido muito importante para nós, deu uma nova vida à defesa, esse é um dos fatores.”

Dielna assinou pelo Revolution a 28 de Julho, vindo dos ingleses do Sheffield Wednesday. Na realidade, desde a sua chegada o central Francês ganhou a titularidade e de imediato assumiu a voz de comando no setor defensivo.

“O Claude tem sido super profissional desde que cá chegou, pronto para jogar, está totalmente focado,” disse Jay Heaps depois do jogo frente a Orlando. “É das primeiras vezes que vi um jogador que consegue chegar e compreende de imediato a importância de cada jogo. Ele quis entrar logo na linha de fogo…é excelente a comunicar na defesa, tem presença e é um líder defensivo.”

Dielna tem-se mostrado como um homem de poucas palavras, alguém que prefere que as suas exibições falem por si.

“Vir para o New England Revolution, foi um bom passo para mim,” disse Dielna. “Agora estou aqui e preciso de continuar a trabalhar arduamente. Vou mostrar a todos que não estou aqui por nada.”

E depois de reconhecer que a equipa “jogou bem” frente a Orlando, Dielna avisou que “precisamos de continuar porque foi apenas uma vitória. Sabemos que agora todos os jogos têm uma grande importância, por isso, precisamos de estar focados já no próximo jogo.”

Lee Nguyen lidera MLS em assistências

O ataque do Revolution tem vários jogadores em grande forma. Teal Bunbury tem seis golos nos últimos oito jogos e Kei Kamara, que foi nomeado o ‘Jogador da Semana’ na MLS devido à exibição frente a Orlando, marcou sete golos nos últimos sete jogos.

Porém, a figura de maior destaque tem sido o médio Lee Nguyen que regressou frente a Orlando depois de falhar dois jogos devido a lesão. Esteve nos quatro golos do Revolution, tornando-se assim no quinto jogador na história da liga a registar quatro assistências num jogo, feito anteriormente conseguido por Landon Donovan, Carlos Valderrama, Dwayne De Rosario e Chris Henderson.

Nguyen lidera a MLS, juntamente com Victor Vazquez, do Toronto FC, com 14 assistências. Nos 183 jogos disputados desde que chegou ao Revolution em 2012, Nguyen obteve 48 golos e acrescentou 48 assistências.

“Ele é sempre uma pedra importante para nós, é de lamentar quando um jogador se lesiona, queremos que outros cumpram o lugar,” disse Jay Heaps na conferência de imprensa de sábado à noite. “O Lee obviamente é uma peça de grande qualidade para nós sempre que está em campo e hoje [sábado] teve quatro assistências.”

“Ele é o jogador criativo, ele cria imensas coisas, evita muitos defesas,” acrescentou Teal Bunbury. “As desmarcações que ele faz, o que ele faz com a bola, e quando ele traz energia, é um jogador diferente. Ele consegue mudar o jogo.”

Nguyen, por sua vez, preferiu destacar o grupo de trabalho.

“Foi um esforço coletivo, sempre que não sofremos golos temos a oportunidade [de ganhar],” disse Nguyen depois do jogo. “Há que dar crédito a todos, pois não sofremos golos e depois os atacantes fizeram a sua parte, o Kei conseguiu o seu hat-trick.”

“Foi uma boa exibição coletiva, uma boa vitória, algo que poderemos guardar para nos dar confiança,” acrescentou. “Esta é uma fase crucial na nossa temporada e por isso daqui para a frente precisamos do máximo de pontos em todos os jogos.”

A começar já sábado, frente ao Montreal Impact.

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