Diego Fagundez vs. Orlando City SC
David Silverman

Conseguir o máximo de pontos em casa é o grande objectivo para a nova temporada

Não começou da melhor forma a estreia na nova temporada, uma derrota, por 1-0, em Colorado, frente aos Rapids. Mas, não se pode ignorar que Colorado é uma das equipas que mais pontos consegue nos jogos disputados em casa, onde já não perde há 18 jogos.

Além disso, a consistência defensiva mostrada pelos Revs, especialmente pelos dois centrais, os principais reforços para a nova temporada, deixou perspetivas animadoras para esta época.

“Eu penso que a nossa defesa jogou bem [no sábado à noite],” disse o técnico Jay Heaps após o final da partida. “Na minha opinião, os dois centrais ligaram bem em termos defensivos. Penso que o [guarda-redes] Cody [Cropper] fez uma defesa no iníco que foi crítica. Fora disso, não houve muito durante o jogo. Não foi um jogo de roer as unhas.”

O que faltou ao Revolution foi melhor inspiração no ataque. Mas, atendendo ao valor dos elementos do sector ofensivo, será apenas uma questão de tempo até que Jay Heaps encontre a solução mais adequada para que os golos comecem a aparecer.

É importante conquistar o máximo de pontos nos jogos em casa

A última temporada foi bastante frustrante, algo que não se pode esconder. E parte do problema foi o mau início, já que o Revolution conseguiu apenas uma vitória nos primeiros 11 jogos, série em que registou poucas derrotas, é certo, apenas três, mas os sete empates consentidos durante esse período resultaram em 14 pontos perdidos, uma desvantagem que a equipa não conseguiu recuperar no resto da temporada.

Por isso, um dos principais objetivos para 2017 será tentar conquistar o máximo de pontos em casa, tentar transformar esses empates em vitórias.

Na antevisão deste primeiro jogo no Gillette Stadium, no sábado, frente ao Orlando City FC, que tem o início marcado para as 14:00, todos concordaram que começar com uma vitória será fundamental para a concretização do primeiro grande objetivo, a passagem à fase final, aos play-offs.

“É crítico [ganhar os jogos em casa], esse é um dos objetivos que sempre tivemos na nossa equipa,” disse o técnico Jay Heaps. “E, a realidade é que as equipas que têm bom rendimento na MLS são as equipas que conseguem bons resultados em casa.”

“Sim, a vantagem de jogar em casa é isso mesmo, mais definitivamente neste estádio, não há muitas equipas que queiram cá vir, quer seja devido ao campo, ao local onde está situado, e isso é uma vantagem para nós,” acrescentou o avançado Kei Kamara, internacional pela Serra Leoa. “Nós temos que entrar nestes jogos sabendo que vamos dificultar a vida a todas as equipas que cá vierem este ano. Primeiro, não estão mentalmente preparadas, e por isso se nós estivermos mentalmente preparados e tivermos o apoio dos nossos fãs, vai ser muito difícil a qualquer equipa conseguir pontos aqui.”

Para o lateral esquerdo Chris Tierney, “a nossa mentalidade é conseguir os três pontos. Este ano temos que ganhar os jogos em casa, é o grande empenho para este ano. Obviamente no Colorado as coisas não correram como tínhamos planeado, mas houve algumas coisas boas que podemos trazer desse jogo, usar futuramente e esperamos conseguir os três pontos este fim-de-semana.”

E o internacional norte-americano Juan Agudelo, que passou o mês de Janeiro em estágio com a seleção dos EUA, considerou que vencer os jogos em casa “é importantíssimo. Nesta liga vimos muitas equipas que conseguem conquistar bastantes pontos em casa. Se conseguirmos tratar das coisas em casa podemos até ser a equipa mais pontuada na liga, pois é um campo difícil para as outras equipas porque os nossos fãs são muito entusiasmados, e temos o tapete artificial.”

Nas quatro últimas temporadas, o Revolution registou empates a zero nas estreias em casa, em grande parte devido ao estado do tempo. Para sábado, as previsões apontam uma vez mais para um dia muito frio, que decerto dificultará o trabalho de todos e provocará problemas na circulação da bola.

Mas, nem todos consideram que o frio será problemático.

“Acho que não vai estar suficientemente frio,” sugeriu Kei Kamara. “Uma vez mais, isso vai ser uma vantagem para nós quando eles cá chegarem. Vai estar frio, o relvado vai ser uma vantagem para nós e as pessoas na zona de Boston adoram o frio e trazem o seu apoio quando o tempo está frio, por isso nem posso esperar.”

Um dos outros problemas para Orlando será a ausência de Kaká, o antigo internacional brasileiro, que em 2007, durante o auge da sua carreira, foi considerado o melhor jogador do mundo pela FIFA. No jogo de estreia em casa, no passado sábado, Kaká foi obrigado a abandonar o terreno, devido a uma lesão muscular, logo aos 11 minutos de jogo. A lesão vai afastá-lo dos relvados durante as próximas seis semanas.

A situação de Lee Nguyen e a versatilidade atacante

O Revolution também poderá estar desfalcado de uma das suas melhores pedras pois Lee Nguyen foi substituído, aos 57 minutos, no jogo em Colorado devido a uma forte contusão no tornozelo.

Aparentemente a recuperação de Nugyen está a decorrer dentro da normalidade e ainda não se sabe ao certo se vai a jogo no sábado.

Segundo o técnico Jay Heaps, a recuperação de Nguyen está a andar “relativamente bem. Infelizmente foi doloroso para ele durante o jogo, mas (tem tido) uns bons dias de recuperação, vamos ver. É dia para dia, mas vamos ver como a semana decorre.”

Felizmente para o Revolution, a equipa tem muitas opções para o ataque.

“Penso que é importante sermos suficientemente versáteis,” confirmou Jay Heaps. “Quando o Lee saiu [em Colorado] foi uma transição muito fácil pois colocámos o Juan [Agudelo] um pouco mais adiantado e fizemos entrar o Daigo [Kobayashi]. O Kelyn [Rowe] e o Daigo tomaram conta do lugar de médio-ofensivo.

“Mas o que é importante – seja qual for a situação – é os nossos cinco jogadores mais adiantados continuem a trocar de posição. Mesmo quando há pouco espaço, precisamos de encontrar momentos no jogo para criar espaços e criar movimentação."

“Nós temos quatro, cinco, seis avançados que podem entrar em campo e desempenhar esse papel, fazer o seu trabalho,” acrescentou Juan Agudelo. “Esta semana vai ser uma luta para quem entrar para esse lugar, mas eles estão entusiasmados por poderem ter essa oportunidade na parte inicial da temporada.”

O que será preciso fazer para conseguir a vitória

É um velho chavão, mas continua a aplicar-se em quase todos os jogos. A equipa que marca primeiro, especialmente quando joga em casa, tem sempre mais hipóteses de ganhar o jogo.

“Para nós, agora que regressamos a casa, temos que marcar o primeiro golo”, sugeriu Kei Kamara. “Temos que esquecer o jogo em Colorado e aguardar por este jogo no sábado e é essa energia que se sente neste momento no balneário, ninguém veio para cá desanimado, estamos todos ansiosos pelo jogo de sábado.”

“Temos que controlar o ritmo de jogo, temos que os manter em cheque, obrigá-los a jogar de frente para a sua baliza, temos que melhorar e usar os nossos flancos, colocar bolas na área,” acrescentou Chris Tierney. “Se conseguirmos fazer isso e criar oportunidades, penso que temos qualidade para marcar golos.”

Em conclusão, há que tirar proveito do fator casa. No ano passado, começou mal, mas acabou bem pois o Revolution venceu os quatro últimos jogos disputados no Gillette Stadium, obtendo 11 golos e consentindo apenas dois. Por isso, há que dar continuidade a essa série.

O jogo tem o pontapé de saída marcado para as 14:00. A transmissão televisiva está a cargo da CSN, e o relato pertence à 98.5 The Sports Hub, em Inglês, e à Nossa Radio USA, WMXV1570, em Português.

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